{"id":3588,"date":"2024-09-01T11:43:53","date_gmt":"2024-09-01T09:43:53","guid":{"rendered":"https:\/\/agora-humanite.org\/?p=3588"},"modified":"2024-10-12T16:19:38","modified_gmt":"2024-10-12T14:19:38","slug":"pour-le-refus-integral-de-la-guerre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agora-humanite.org\/pt\/pour-le-refus-integral-de-la-guerre\/","title":{"rendered":"PELA REJEI\u00c7\u00c3O TOTAL DA GUERRA"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0Contra a guerra. Reflex\u00f5es sobre o futuro<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><u>R\u00e9sum<\/u><\/strong><\/p>\n<p><code>    <iframe src=\"https:\/\/framaforms.org\/pour-le-refus-integral-de-la-guerre-1725177466\" width=\"100%\" height=\"800\"><\/iframe><\/code><\/p>\n<p>A paz constr\u00f3i-se com a paz, eliminando a guerra da hist\u00f3ria da humanidade. Ser a favor da paz \u00e9 fundamental, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente. Toda a gente diz que \u00e9 a favor da paz, mas nem toda a gente \u00e9 contra a guerra. Acima de tudo, temos de ser contra a guerra. <u>Porque \u00e9 que temos de ser contra a guerra?<\/u> Porque temos de abandonar a ideia de que, se queremos a paz, temos de nos preparar para a guerra, que sempre foi inventada e imposta pelos detentores do poder para justificar e manter o seu poder e o seu dom\u00ednio. A guerra \u00e9 destrui\u00e7\u00e3o, morte e \u00f3dio. N\u00e3o existe uma \u201cguerra justa\u201d em nome de Deus, da na\u00e7\u00e3o, da civiliza\u00e7\u00e3o ou da seguran\u00e7a. Por detr\u00e1s da invoca\u00e7\u00e3o destes nomes, est\u00e1 sobretudo a l\u00f3gica assassina da domina\u00e7\u00e3o e os interesses econ\u00f3micos de poder e riqueza dos mais fortes.<\/p>\n<p>A guerra \u00e9 um crime coletivo. Tamb\u00e9m n\u00e3o existe uma \u201cguerra defensiva\u201d. A guerra envolve sempre v\u00e1rios culpados, erros, cumplicidades, provoca\u00e7\u00f5es&#8230; como o demonstrou abundantemente a Segunda Guerra Mundial e, hoje, a guerra entre os Estados Unidos\/NATO\/UE e a R\u00fassia na Ucr\u00e2nia. O atual genoc\u00eddio dos palestinianos pelo Estado de Israel \u00e9 a forma extrema da vontade de destruir o outro como instrumento de paz, o que \u00e9 absurdo.<\/p>\n<p><u>Como \u00e9 que se pode eliminar a guerra?<\/u> Atrav\u00e9s da aud\u00e1cia e da fraternidade. Em primeiro lugar, a patentea\u00e7\u00e3o da vida e do conhecimento (organismos vivos e o mundo artificial, incluindo a IA) numa base privada e lucrativa, que retirou a pol\u00edtica da vida do dom\u00ednio p\u00fablico. Em segundo lugar, a financeiriza\u00e7\u00e3o da vida, nomeadamente da natureza, que conduziu \u00e0 subjuga\u00e7\u00e3o dos poderes pol\u00edticos p\u00fablicos a uma finan\u00e7a aut\u00f3noma, livre e predadora, mesmo nos dom\u00ednios dos bens e servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais \u00e0 vida.<\/p>\n<p>\u00c9 uma ilus\u00e3o pensar que \u00e9 poss\u00edvel construir a paz sem abolir as patentes de apropria\u00e7\u00e3o privada para fins lucrativos, sem proibir as licen\u00e7as de com\u00e9rcio de armas, sem manter os para\u00edsos fiscais, sem eliminar a independ\u00eancia dos mercados financeiros, sem regular as grandes oligarquias planet\u00e1rias em guerra permanente pelo dom\u00ednio. Os cidad\u00e3os devem libertar-se desta ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><u>Ler o texto completo<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Quatro reflex\u00f5es com um grande respeito pela for\u00e7a sincera e corajosa do compromisso c\u00edvico expresso pelos milhares e milhares de pessoas que participar\u00e3o na \u201cTerceira Marcha Mundial pela Paz e a N\u00e3o-Viol\u00eancia\u201d, que partir\u00e1 de S\u00e3o Jos\u00e9 da Costa Rica no dia 2 de outubro de 2024 para l\u00e1 regressar no dia 5 de janeiro de 2025, ap\u00f3s dar a volta ao mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Primeira reflex\u00e3o.<\/strong> <strong>Ao fazermos campanha pela paz e pela n\u00e3o-viol\u00eancia, devemos insistir sempre no conceito\/objetivo de sermos \u201cContra a guerra\u201d.<\/strong><\/h3>\n<p>Na situa\u00e7\u00e3o atual, \u00e9 imperativo recordar que qualquer mobiliza\u00e7\u00e3o pela paz, do n\u00edvel local ao global, deve acima de tudo ser <u>contra a guerra.<\/u> O enfoque espec\u00edfico e priorit\u00e1rio \u201ccontra a guerra\u201d \u00e9 necess\u00e1rio para n\u00e3o deixar espa\u00e7o para a credibilidade (\u00e9tica e pol\u00edtica) da ideia, ainda predominante, da guerra como um facto natural e inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Todos se dizem a favor da paz, mas nem todos, mesmo fora dos grupos sociais dominantes, s\u00e3o contra a guerra. Vejamos o caso das for\u00e7as progressistas. A paz une-as, a guerra divide-as em blocos opostos: os pacifistas, os belicistas e os que afirmam que tudo \u201c<em>depende das circunst\u00e2ncias<\/em>\u201d. <u>A principal narrativa que importa combater \u00e9 a da instrumentaliza\u00e7\u00e3o da guerra ao servi\u00e7o da paz<\/u>. Da\u00ed as teses sobre a legitima\u00e7\u00e3o da \u201cguerra justa\u201d e, sobretudo, da \u201cguerra defensiva\u201d. Os Estados Unidos est\u00e3o em guerra h\u00e1 mais de cem anos, n\u00e3o para atacar, dizem, mas para defender o (seu) mundo livre, a (sua) sociedade liberal, a (sua) economia livre em todo o lado, cujos modelos consideram ser os melhores. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a tese preferida e imposta pelas pot\u00eancias dominantes de todos os tempos \u00e9 <em>\u201cse queres a paz, prepara-te para a guerra\u201d.<\/em> Um princ\u00edpio aplicado sem reservas por todos os Estados. Basta pensar no florescente e legalizado com\u00e9rcio internacional de armas. Da\u00ed tamb\u00e9m o facto de o antigo Minist\u00e9rio da Guerra se ter transformado, em quase todo o lado, em Minist\u00e9rio da Defesa.<\/p>\n<p><em>O conceito de guerra defensiva merece ser modificado<\/em><\/p>\n<p>Este conceito, que parece incontestavelmente \u00f3bvio, perpetua no imagin\u00e1rio popular a ideia falsa, ou pelo menos muito amb\u00edgua, da legitimidade de armas cada vez mais poderosas como fator de \u201cdissuas\u00e3o\u201d (ver armas nucleares). Mas tamb\u00e9m transforma a guerra num instrumento de paz, legitimando assim o absurdo.<\/p>\n<p>A mesma l\u00f3gica de legitima\u00e7\u00e3o da \u201cguerra defensiva\u201d \u00e9 utilizada pelo governo de Netanyahu em Israel para continuar o genoc\u00eddio dos palestinianos: o Estado de Israel \u201cjustifica\u201d o genoc\u00eddio como \u201cleg\u00edtima defesa\u201d em resposta ao ataque armado do Hamas a Israel em outubro de 2023. Por\u00e9m, tal n\u00e3o passa de uma mentira mistificadora. A ideia e a vontade de cometer genoc\u00eddio n\u00e3o datam de outubro de 2023. Inscrevem-se na agenda oficial dos dirigentes do Estado de Israel, nomeadamente dos sionistas, desde a sua cria\u00e7\u00e3o em 1948. Est\u00e3o na origem da conquista e da coloniza\u00e7\u00e3o, pela for\u00e7a das armas, de territ\u00f3rios habitados pela popula\u00e7\u00e3o palestiniana e, em geral, \u00e1rabe, tendo sido v\u00e1rias vezes denunciados como ilegais por resolu\u00e7\u00f5es da ONU. Al\u00e9m disso, o argumento de Israel foi vigorosa e justamente rejeitado pelo Tribunal Internacional de Justi\u00e7a e pelo Tribunal Penal Internacional.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que, se algu\u00e9m atacar outra pessoa com uma arma branco ou mesmo de fogo, essa pessoa tem n\u00e3o s\u00f3 o direito mas tamb\u00e9m a necessidade vital de se defender. A norma escrita sobre o assunto especifica tamb\u00e9m que ningu\u00e9m pode \u201cfazer justi\u00e7a pelas pr\u00f3prias m\u00e3os\u201d. Al\u00e9m disso, \u00e9 inevit\u00e1vel que, <u>num mundo fundado no princ\u00edpio \u201c<em>se queres a paz, prepara-te para a guerra<\/em>\u201d<\/u>, existam tratados que regulem a guerra, o com\u00e9rcio de armas e os interesses de seguran\u00e7a militar comuns entre pa\u00edses\/alian\u00e7as, baseados na obriga\u00e7\u00e3o de cada Estado-Membro intervir militarmente \u2019em defesa\u2019 de outro Estado-Membro atacado por um Estado terceiro. No entanto, gra\u00e7as a tratados de alian\u00e7a assinados em todos os continentes, os Estados Unidos deram a si pr\u00f3prios a legitimidade de intervir em qualquer parte do mundo \u201cem defesa de &#8230;.\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, <u>numa situa\u00e7\u00e3o inspirada por uma procura efectiva e sincera da paz,<\/u> <strong>os tratados internacionais de alian\u00e7a militar devem ser declarados ilegais e<\/strong> inadmiss\u00edveis. Devem ser substitu\u00eddos por institui\u00e7\u00f5es com meios pol\u00edticos e jur\u00eddicos fortes e vinculativos para prevenir, impedir e abolir o recurso \u00e0s armas. Precisamos de uma ONU nova e refor\u00e7ada, sem o atual Conselho de Seguran\u00e7a. A mobiliza\u00e7\u00e3o contra a guerra deve declarar ileg\u00edtimos os Estados que se recusam a assinar ou a respeitar os tratados de proibi\u00e7\u00e3o das armas bacteriol\u00f3gicas, das armas nucleares e do com\u00e9rcio de armas. Neste esp\u00edrito de justi\u00e7a, <u>devemos denunciar os Estados que aumentam as suas despesas militares e decidem exclu\u00ed-las do c\u00e1lculo do d\u00e9fice p\u00fablico, mantendo no c\u00e1lculo as despesas p\u00fablicas ditas sociais (que n\u00e3o param de diminuir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades).<\/u> Este \u00e9 mais um exemplo do absurdo da op\u00e7\u00e3o das pot\u00eancias dominantes pela guerra defensiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Da\u00ed a segunda reflex\u00e3o: a mobiliza\u00e7\u00e3o contra a guerra deve ser claramente conduzida com o objetivo de fazer compreender a absoluta inutilidade da guerra e, nos tempos que correm, a irreparabilidade das destrui\u00e7\u00f5es provocadas pela guerra, nomeadamente no dom\u00ednio da vida.<\/strong> <strong>\u00c9 por isso que a luta \u201ccontra a guerra\u201d deve ter dois objectivos priorit\u00e1rios interdependentes, que hoje s\u00e3o espezinhados ou abandonados: a realiza\u00e7\u00e3o do direito universal \u00e0 vida para todos e da vida; a salvaguarda e a promo\u00e7\u00e3o dos bens comuns mundiais, materiais e imateriais, essenciais \u00e0 vida.<\/strong><\/h3>\n<p>Porqu\u00ea esta proposta? N\u00e3o podemos deixar de recordar que <u>a guerra destr\u00f3i a vida e, por conseguinte, a capacidade da humanidade de viver em conjunto \u00e0 escala planet\u00e1ria.<\/u> Al\u00e9m disso, nesta \u00e9poca de tomada de consci\u00eancia do Antropoceno e da globaliza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida na Terra e da sua seguran\u00e7a, devemos insistir fortemente na evid\u00eancia de que <u>a guerra \u00e9 incapaz, por defini\u00e7\u00e3o, de produzir uma pequena migalha de justi\u00e7a.<\/u> O princ\u00edpio l\u00f3gico \u00e9, como o genoc\u00eddio dos palestinianos demonstra com extrema clareza, <em>\u201ca minha seguran\u00e7a de exist\u00eancia e sobreviv\u00eancia significa o teu desaparecimento\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A <em><u>reconstru\u00e7\u00e3o<\/u><\/em> do mundo ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial foi poss\u00edvel porque as <u>classes dominantes da \u00e9poca basearam<em> a sua reconstru\u00e7\u00e3o <\/em>na afirma\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios, direitos e regras inspirados por uma vis\u00e3o da vida expressa na Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos do Homem de 1948<\/u>. Essa Declara\u00e7\u00e3o foi justamente criticada por ser largamente influenciada por uma abordagem ocidental, antropoc\u00eantrica e patriarcal da sociedade e da vida. Esta abordagem foi parcialmente modificada, corrigida ou mesmo abandonada gra\u00e7as, entre outras coisas, \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito das Na\u00e7\u00f5es Unidas, do <a href=\"https:\/\/www.ohchr.org\/fr\/instruments-mechanisms\/instruments\/international-covenant-civil-and-political-rights#:~:text=Article%2017-,1.,immixtions%20ou%20de%20telles%20atteintes.\">Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Pol\u00edticos,<\/a> do <u>Pacto Internacional sobre os Direitos Econ\u00f3micos, Sociais e Culturais<\/u>, da <u>Declara\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind\u00edgenas \u00e0 Autodetermina\u00e7\u00e3o e ao Autogoverno<\/u> e da <u>Declara\u00e7\u00e3o sobre a Biodiversidade<\/u>. &#8230;. O facto \u00e9 que todas estas Declara\u00e7\u00f5es, Pactos, Conven\u00e7\u00f5es e Tratados n\u00e3o conseguiram impedir as piores viola\u00e7\u00f5es at\u00e9 \u00e0 data. Chegou o momento de redefinir as grandes linhas de orienta\u00e7\u00e3o para o futuro comum que temos de construir nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, com base na coopera\u00e7\u00e3o e na harmonia, valorizando as conquistas alcan\u00e7adas pela luta dos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Uma das grandes conquistas que merece ser mantida e refor\u00e7ada \u00e9 o princ\u00edpio afirmado pela comunidade internacional, pela primeira vez, de que<strong> para vivermos juntos \u00e0 escala planet\u00e1ria \u00e9 essencial e incontorn\u00e1vel assegurar e refor\u00e7ar permanentemente dois pilares societais.<\/strong> Primeiro pilar: o <em><u>princ\u00edpio da universalidade do direito \u00e0 vida para todos os habitantes e povos da Terra, sem distin\u00e7\u00e3o nem exclus\u00e3o.<\/u><\/em> Da\u00ed a afirma\u00e7\u00e3o da responsabilidade integral comum e partilhada dos povos, do Estado de direito \u00e0 escala planet\u00e1ria para salvaguardar e promover a realiza\u00e7\u00e3o destes direitos. O segundo pilar \u00e9 o reconhecimento do <u>princ\u00edpio da exist\u00eancia de bens p\u00fablicos mundiais essenciais \u00e0 vida de todos os habitantes da Terra, que os poderes p\u00fablicos \u201cnacionais\u201d s\u00e3o obrigados a cuidar, promover e valorizar num quadro de estreita coopera\u00e7\u00e3o e solidariedade mundial<\/u>.<\/p>\n<p>At\u00e9 aos anos 80, estes dois pilares permitiram o funcionamento e o desenvolvimento do sistema mundial, apesar das suas limita\u00e7\u00f5es, insufici\u00eancias e contradi\u00e7\u00f5es, e de numerosas guerras locais (ligadas ao processo de demoli\u00e7\u00e3o dos imp\u00e9rios coloniais europeus), <u>sem uma terceira guerra mundial<\/u>. De facto, o mundo assistiu a uma redu\u00e7\u00e3o do ritmo de crescimento das desigualdades entre pa\u00edses ricos e pobres, o que contribuiu para reduzir o impacto das for\u00e7as geradoras de conflitos estruturais e, consequentemente, de guerras destrutivas.<\/p>\n<p>Desde o final dos anos 80, o sistema mundial viu explodir as suas contradi\u00e7\u00f5es, insufici\u00eancias e fragilidades, em resultado dos processos de multinacionaliza\u00e7\u00e3o e globaliza\u00e7\u00e3o da economia e das finan\u00e7as, de acordo com os princ\u00edpios, objectivos e mecanismos violentos da economia de mercado capitalista. Referimo-nos ao processo de mercantiliza\u00e7\u00e3o e artificializa\u00e7\u00e3o de todas as formas de vida; \u00e0 liberaliza\u00e7\u00e3o e desregulamenta\u00e7\u00e3o dos mercados e de todas as actividades econ\u00f3micas (cada vez menos Estado e cada vez mais mercado); \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o de todos os bens e servi\u00e7os essenciais \u00e0 vida atrav\u00e9s, nomeadamente, do patenteamento privado de organismos vivos com fins lucrativos (exemplos: sementes, OGM, medicamentos), e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica (novos materiais, novas energias, computadores, rob\u00f3tica e, atualmente, Intelig\u00eancia Artificial). Tudo isto foi conseguido com o consentimento e o apoio pol\u00edtico e financeiro dos poderes p\u00fablicos e de uma grande parte das for\u00e7as sociais \u201cprogressistas\u201d.<\/p>\n<p>A propriedade e o controlo da utiliza\u00e7\u00e3o de recursos fundamentais para a economia deixaram de ser da responsabilidade e obriga\u00e7\u00e3o dos poderes p\u00fablicos. Passaram a estar sob o dom\u00ednio e o poder dos sujeitos privados (empresas, institui\u00e7\u00f5es, mercados, bolsas de valores) da economia capitalista. Como sabemos, o objetivo \u00faltimo do sistema capitalista n\u00e3o \u00e9 a garantia\/seguran\u00e7a dos direitos \u00e0 e da vida, nem a preserva\u00e7\u00e3o do bom estado ecol\u00f3gico da Terra, a casa comum. O objetivo \u00e9 aumentar o valor financeiro do capital e dos <em>actores <\/em>mais poderosos. Al\u00e9m disso, o principal modus operandi do sistema n\u00e3o \u00e9 a coopera\u00e7\u00e3o ou a solidariedade, mas a preda\u00e7\u00e3o, a concorr\u00eancia oligopolista e a competitividade de todos contra todos. O outro tornou-se o inimigo e o mercado foi transformado numa arena onde os gladiadores mais fortes adquirem o direito \u00e0 vida concedido pelo imperador (finan\u00e7as) depois de eliminarem os demais.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil ver como, nestas condi\u00e7\u00f5es, os factores de viol\u00eancia e de <u>guerra estrutural permanente<\/u> se impuseram. As desigualdades atingiram n\u00edveis inaceit\u00e1veis. A guerra dos ricos contra os pobres nunca foi t\u00e3o aberta. E, por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, assistimos ao ressurgimento da forma mais integral de destrui\u00e7\u00e3o da vida e da humanidade, o genoc\u00eddio deliberado em massa <em>(que ser\u00e1 objeto da nossa reflex\u00e3o final)<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Terceira reflex\u00e3o.<\/strong> <strong>Uma vez que a mobiliza\u00e7\u00e3o contra a guerra envolve lutas pela reconstru\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria dos dois pilares, a mobiliza\u00e7\u00e3o deve centrar-se em dois objectivos: a aboli\u00e7\u00e3o das patentes para fins privados e lucrativos; e a ilegaliza\u00e7\u00e3o da finan\u00e7a predat\u00f3ria.<\/strong><\/h3>\n<p>A prossecu\u00e7\u00e3o destes dois objectivos n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, porque as patentes privadas e a finan\u00e7a predat\u00f3ria s\u00e3o defendidas de forma violenta e sem escr\u00fapulos por todos os grupos dominantes, incluindo sobretudo o mundo que gira em torno da supremacia e do dom\u00ednio econ\u00f3mico-financeiro e tecnol\u00f3gico-militar dos Estados Unidos (e da UE).<\/p>\n<p>Hoje, em condi\u00e7\u00f5es marcadas por uma profunda crise do sistema de suporte de vida da Terra, \u00e9 necess\u00e1rio agir globalmente para <strong><em>\u201cdesarmar a tecnologia da conquista da vida\u201d <\/em><\/strong><em>(precisamente, as patentes) e, <\/em>ao mesmo tempo, \u201c<strong><em>ilegalizar as finan\u00e7as predat\u00f3rias\u201d <\/em><\/strong><em>(que se traduz na transforma\u00e7\u00e3o de todas as formas de vida em activos financeiros)<strong>.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><u>Desarmar a tecnologia da conquista<\/u> significa, obviamente, abolir as patentes para a apropria\u00e7\u00e3o privada e lucrativa de organismos vivos e da intelig\u00eancia artificial e proibir o com\u00e9rcio de armas. J\u00e1 n\u00e3o se trata apenas de uma quest\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o correta ou incorrecta do conhecimento e da tecnologia, que seriam <em>neutros<\/em> por natureza. Hoje, o conhecimento e a tecnologia j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o essencialmente for\u00e7as exteriores aos seres humanos, mas uma constru\u00e7\u00e3o das sociedades humanas que definem as suas finalidades e objectivos concretos.<\/p>\n<p><u>A proibi\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as predat\u00f3rias<\/u> implica a proibi\u00e7\u00e3o dos para\u00edsos fiscais e da evas\u00e3o fiscal, a instaura\u00e7\u00e3o de um sistema de tributa\u00e7\u00e3o global que garanta a justi\u00e7a global e a supress\u00e3o da independ\u00eancia dos mercados de capitais que se tornaram empresas globais puramente privadas, fora do controlo dos poderes p\u00fablicos.<\/p>\n<p><em><u>\u00c9 uma ilus\u00e3o<\/u><\/em><em> pensar que \u00e9 poss\u00edvel construir a paz e uma sociedade n\u00e3o violenta sem abolir as patentes de apropria\u00e7\u00e3o e preda\u00e7\u00e3o privada da vida; sem proibir as licen\u00e7as de com\u00e9rcio de armas; com a manuten\u00e7\u00e3o dos para\u00edsos fiscais; sem eliminar a independ\u00eancia dos mercados financeiros e sem regular as grandes oligarquias planet\u00e1rias em luta permanente pelo poder.<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m ilus\u00f3rio pensar que \u00e9 poss\u00edvel atingir os objectivos acima referidos em poucos anos e atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o solit\u00e1ria e desorganizada desta ou daquela \u201cgrande\u201d organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil, na aus\u00eancia de uma forte coopera\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e de uma solidariedade efectiva entre as v\u00e1rias realidades de resist\u00eancia e oposi\u00e7\u00e3o ao mundo atual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Quarto e \u00faltimo ponto.<\/strong> <strong>Hoje, 80 anos depois do genoc\u00eddio dos judeus pela Alemanha nazi, a humanidade \u00e9 de novo espoliada e enredada no absurdo por via do genoc\u00eddio do povo palestiniano pelo Estado de Israel, sem esquecer os exterm\u00ednios em curso por esse mundo fora, nomeadamente, em \u00c1frica e na \u00c1sia.<\/strong> <strong>O genoc\u00eddio dos palestinianos \u00e9 hoje a manifesta\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ada do car\u00e1ter inadmiss\u00edvel e absurdo da chamada guerra justa e defensiva.<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 preciso dizer claramente que o genoc\u00eddio dos palestinianos n\u00e3o \u00e9 uma guerra propriamente dita. \u00c9 uma a\u00e7\u00e3o destrutiva deliberada e unilateral contra a vida, operando numa dimens\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o humana diferente daquela \u201cditada\u201d pela guerra e apresentada como \u201cseguran\u00e7a para a sobreviv\u00eancia\u201d! Tal como o genoc\u00eddio dos judeus n\u00e3o foi ditado por um problema de \u201cseguran\u00e7a\u201d para os alem\u00e3es, mas por uma vis\u00e3o racista profundamente desigual, violenta, excludente e repressiva dos povos da humanidade, tamb\u00e9m o genoc\u00eddio dos palestinianos \u00e9 a express\u00e3o brutal de formas absolutas e dogm\u00e1ticas (neste caso de origem religiosa racista) de desigualdade e exclus\u00e3o dos outros.<\/p>\n<p>Os futuros de paz que est\u00e3o em causa no contexto atual abarcam m\u00faltiplas condi\u00e7\u00f5es e obedecem a m\u00faltiplas l\u00f3gicas, em todos os dom\u00ednios, sobretudo no tocante \u00e0s concep\u00e7\u00f5es de vida, do ser humano, da comunidade global de vida na Terra.<\/p>\n<p><u>P\u00f4r cobro imediato ao genoc\u00eddio<\/u>, como justamente ordenou o Tribunal Internacional de Justi\u00e7a e o Tribunal Penal Internacional, n\u00e3o \u00e9 essencialmente uma quest\u00e3o de direito internacional. \u00c9, acima de tudo, uma quest\u00e3o de responsabilidade humana e \u00e9tica planet\u00e1ria que incumbe a todos os sujeitos da Humanidade, incluindo as comunidades sociais, culturais e morais do mundo. Os membros e as autoridades dessas comunidades devem ir al\u00e9m dos apelos \u00e0 paz e das peti\u00e7\u00f5es \u00e0s autoridades pol\u00edticas dos Estados e dos poderosos.<\/p>\n<p>Perante a guerra, a pr\u00e1tica predominante \u00e9 acreditar que se pode estar de um lado ou de outro. Na nossa opini\u00e3o, devemos sempre tomar uma posi\u00e7\u00e3o \u201ccontra a guerra\u201d e atuar no sentido de criar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e indispens\u00e1veis para a paz. Perante o genoc\u00eddio dos palestinianos de hoje, n\u00e3o podemos deixar de nos opor a ele sem limites reducionistas<em>.<\/em> <em>O genoc\u00eddio \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o total da vida e da justi\u00e7a.<\/em> <em>O genoc\u00eddio dos palestinianos \u00e9 tamb\u00e9m o genoc\u00eddio da humanidade.<\/em> Ao n\u00e3o o impedirmos, estamos a dar ao Estado genocida o direito mais do que simb\u00f3lico de massacrar a humanidade e a justi\u00e7a.<\/p>\n<p>E um futuro sem justi\u00e7a ser\u00e1 sempre um futuro sem paz, um futuro anti-humano. Ali\u00e1s, os pais fundadores da Rep\u00fablica Italiana fizeram bem em adotar o artigo 11\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o, no qual se estipula que \u201ca It\u00e1lia repudia a guerra\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><u>Conclus\u00e3o<\/u><\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 os actuais imp\u00e9rios da tecnologia conquistadora (\u00e0 moda de Musk) e dos \u201cnovos senhores\u201d dos conglomerados industriais e financeiros do mundo v\u00e3o ruir. O importante \u00e9 n\u00e3o ficar \u00e0 espera que isso aconte\u00e7a por si s\u00f3. N\u00e3o s\u00e3o a Microsoft, a Google, a Meta, a Amazon, a Black Rock, a Vanguard, o Cr\u00e9dit Agricole, o BNP, o Cr\u00e9dit Suisse, a Walmart, a BASF, a Bayer, a Syngenta, a Pfizer, a Coca-Cola, a Exxon, a Nestl\u00e9, a Danone, a Dow Chemicals, ou a China Petroleum que poder\u00e3o evitar e travar a \u201cTerceira Guerra Mundial\u201d. Sem esquecer a X, a Tesla, a Space X e os seus patr\u00f5es, as bolsas de Londres, de Nova Iorque, de Chicago, de Xangai ou de T\u00f3quio, \u00a0a Comiss\u00e3o Europeia, o Banco Mundial e o FMI, o governo americano, os governos dos pa\u00edses membros da NATO, o governo da Federa\u00e7\u00e3o Russa, ou o Banco Central Europeu independente.<\/p>\n<p>Cabe aos cidad\u00e3os indignados (sobretudo as mulheres, os camponeses, os povos ind\u00edgenas, os 4 mil milh\u00f5es de pessoas sem cuidados m\u00e9dicos de base e sem acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel, os sem-abrigo, os milh\u00f5es de migrantes \u00e0 procura de um pa\u00eds de acolhimento, os trabalhadores, etc.) impor uma paragem, todos juntos. A este respeito, as autoridades morais mundiais, por exemplo, do mundo das cren\u00e7as religiosas e \u00e9ticas, t\u00eam um papel importante a desempenhar, n\u00e3o s\u00f3 em termos do seu poder de influ\u00eancia, mas tamb\u00e9m em termos do seu poder de decis\u00e3o. Muitas solu\u00e7\u00f5es podem ser clara e explicitamente apoiadas por elas.<\/p>\n<p><u>Para promover as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e indispens\u00e1veis \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da paz<\/u>, eis alguns <strong>exemplos<\/strong>, em complemento ou para refor\u00e7ar as solu\u00e7\u00f5es j\u00e1 formuladas nas p\u00e1ginas anteriores, <strong>de solu\u00e7\u00f5es a aplicar no dom\u00ednio da vida, da sua salvaguarda, promo\u00e7\u00e3o\/prote\u00e7\u00e3o, direitos e bens comuns:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Rejeitar o patenteamento privado e com fins lucrativos dos organismos vivos e da Intelig\u00eancia Artificial, porque esse patenteamento confere o poder de decis\u00e3o sobre a vida a privados motivados essencialmente pela atra\u00e7\u00e3o do lucro e do poder. \u00c9 preciso devolver a responsabilidade colectiva pela vida \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e aos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos democr\u00e1ticos comuns, do n\u00edvel local ao global.<\/p>\n<p>&#8211; Criar um Conselho Mundial de Seguran\u00e7a dos Cidad\u00e3os para os Bens Comuns Globais essenciais \u00e0 vida de todos, em particular a \u00e1gua para a vida, a alimenta\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade, abandonando a privatiza\u00e7\u00e3o e a financeiriza\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria destes tr\u00eas bens e servi\u00e7os fundamentais.<\/p>\n<p>&#8211; Num contexto inspirado pela procura efectiva e sincera da paz, os tratados internacionais de alian\u00e7as militares ditas \u201cdefensivas\u201d devem ser declarados ilegais e inadmiss\u00edveis. O Conselho de Seguran\u00e7a da ONU \u00e9 um modelo a abolir.<\/p>\n<p>&#8211; Criar um Conselho Econ\u00f3mico Mundial para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Com\u00e9rcio Solid\u00e1rio e Sustent\u00e1vel para substituir a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, que exige que todos os bens, servi\u00e7os e rela\u00e7\u00f5es entre os seres humanos e entre estes e a natureza sejam tratados como mercadorias e activos financeiros. A apropria\u00e7\u00e3o da terra e da \u00e1gua do planeta deve ser declarada ilegal.<\/p>\n<p>&#8211; Proibir toda a utiliza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, industrial e terci\u00e1ria de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que envenenam a vida da Terra e conduzem \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o e perda da biodiversidade e da biocapacidade do planeta.<\/p>\n<p>&#8211; Abolir os para\u00edsos fiscais, s\u00edmbolos da legaliza\u00e7\u00e3o do roubo da riqueza colectiva e da sua aceita\u00e7\u00e3o \u00e9tica pelas nossas sociedades, e proibir a evas\u00e3o fiscal.<\/p>\n<p>&#8211; Restabelecer o car\u00e1cter e as fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do dinheiro e das moedas. A privatiza\u00e7\u00e3o do dinheiro e das finan\u00e7as globais \u00e9 um dos instrumentos mais poderosos, a par da tecnologia, para gerar conflitos e guerras pelo poder e pelo dom\u00ednio. As autoridades locais, nacionais e mundiais devem recuperar o controlo conjunto das finan\u00e7as. \u00c9 urgente reduzir drasticamente o poder de dom\u00ednio sobre as poupan\u00e7as e os investimentos, muito superior ao dos Estados, adquirido pelos grandes bancos, pelos fundos de investimento e pelas bolsas de valores. \u00c9 necess\u00e1rio organizar uma conven\u00e7\u00e3o mundial de cidad\u00e3os sobre bancos, fundos de investimento e mercados bolsistas para elaborar um plano global de reestrutura\u00e7\u00e3o financeira, seguran\u00e7a e paz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>\u00c1gora dos Habitantes da Terra<\/em><\/strong><\/p>\n<p>* * *<\/p>\n<h3><span style=\"color: #0000ff;\">Para assinar esta peti\u00e7\u00e3o, basta preencher o seguinte formul\u00e1rio (o texto franc\u00eas \u00e9 o mesmo) : <a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/framaforms.org\/pour-le-refus-integral-de-la-guerre-1725177466\">https:\/\/framaforms.org\/pour-le-refus-integral-de-la-guerre-1725177466<\/a><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A luta \u201canti-guerra\u201d \u00e9 a luta dos justos, \u00e9 a luta \u00e9tica pela vida. \u00c9 a reafirma\u00e7\u00e3o do primado do espiritual e da luta para reirrigar a Terra, para tornar os desertos mais verdes, para devolver o oxig\u00e9nio aos oceanos, para praticar a fraternidade, para viver a amizade, numa palavra, para devolver a alegria e o amor \u00e0 vida.<\/p>\n<p>Bruxelas, 26 de agosto de 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><u>Lista dos primeiros signat\u00e1rios<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Donata<strong> Albiero<\/strong>, antiga diretora de escola (It\u00e1lia), Mario <strong>Agostinelli, <\/strong>Associa\u00e7\u00e3o Laudato<em>sii<\/em> (It\u00e1lia), Alain <strong>Adriaens<\/strong>, Mouvement pour la Sobri\u00e9t\u00e9 (B\u00e9lgica), Alassan <strong>Ba, <\/strong>Farmac\u00eautico, Centre d&#8217;Ethique (Fran\u00e7a-Senegal), Guido <strong>Barbera, <\/strong>Solidariet\u00e0 Internazionale-CIPSI (It\u00e1lia), Cristina <strong>Bertelli, <\/strong>Universit\u00e9 du Bien Commun<strong> (<\/strong>Fran\u00e7a), Antonio <strong>Bruno,<\/strong> Professor (It\u00e1lia), Ernesto<strong> Bonometti<\/strong> e Antonella <strong>Zonato,<\/strong> activistas pela \u00e1gua (It\u00e1lia), Luca <strong>Cecchi<\/strong>, Ativista pela \u00e1gua, Ass. Monastero del Bene Comune (It\u00e1lia), Martine <strong>Chatelain,<\/strong> ativista da \u00e1gua Eau Secours (CND-Qu\u00e9bec), Giovanna <strong>Dal Lago, <\/strong>Ass. \u201cMamma no pfas\u201d (It\u00e1lia), Eric <strong>Degimbe,<\/strong> Communaut\u00e9 de la Poudri\u00e8re (B\u00e9lgica), An\u00edbal <strong>Faccendini, <\/strong>C\u00e1tedra del Agua, Universidad Nacional de Rosario (Argentina), Ettore <strong>Fasciano,<\/strong> Ativista dos Direitos Humanos (It\u00e1lia), Adriana <strong>Fern\u00e1ndez, <\/strong>Educadora (Chile), Paolo <strong>Ferrari,<\/strong> Doutor, Crist\u00e3os de Base de Verona (It\u00e1lia), Alfio <strong>Foti, <\/strong>Conven\u00e7\u00e3o para os Direitos do Homem no Mediterr\u00e2neo (It\u00e1lia), Pierre <strong>Galand, <\/strong>Ex-Senador, F\u00f3rum Nord-Sud<strong> (<\/strong>B\u00e9lgica)<u>, <\/u>Lilia <strong>Ghanem,<\/strong> Antrop\u00f3loga, editora de O Ecologista em \u00e1rabe (L\u00edbano), Melissa e Laury <strong>Gringeau, Philippe Veniel<\/strong> Gang de La Boisseli\u00e8re e Ass. Bassines non merci (Fran\u00e7a), Luis <strong>Infanti de la Mora, <\/strong>Bispo da Diocese de Ays\u00e9n, Patag\u00f3nia (Chile), EricJadoul<strong>,<\/strong> Ativista pelos bens comuns (B\u00e9lgica), Pierre <strong>Jasmin, <\/strong>Pianista, Artistes Pour la Paix (CND-Qu\u00e9bec), Michele <strong>Loporcaro, <\/strong>Agricultor (It\u00e1lia), Claudia <strong>Marcolungo<\/strong>, Professora Univ. de P\u00e1dua (It\u00e1lia), Maurizio <strong>Montalto, <\/strong>Advogado, Defensor da \u00e1gua como bem comum (It\u00e1lia), Loretta <strong>Moramarco,<\/strong> Advogada, Ativista pela \u00e1gua (It\u00e1lia) Vanni <strong>Morocutti,<\/strong> Communaut\u00e9 de la Poudri\u00e8re (B\u00e9lgica), Dario <strong>Muraro, <\/strong>Ativista no pfas (It\u00e1lia), Marinella <strong>Nasoni<\/strong>, Ex-sindicalista (It\u00e1lia), Christine <strong>Pagnoulle, <\/strong>Professora em\u00e9rita da Ulg, ATTAC<strong> (<\/strong>B\u00e9lgica<strong>), <\/strong>Maria <strong>Palatine, <\/strong>Musicista, harpista (Alemanha), Gianni <strong>Penazzi,<\/strong> Guitarrista, ativista da paz, dos direitos humanos e do ambiente (It\u00e1lia), Nicola <strong>Perrone, <\/strong>Jornalista, \u201cSolidariet\u00e0 Internazionale\u201d (It\u00e1lia), Riccardo <strong>Petrella, <\/strong>Professor Em\u00e9rito, Universidade de Lovaina (B\u00e9lgica), Michela<strong> Piccoli,<\/strong> Mamma no pfas (It\u00e1lia), Pietro <strong>Pizzuti,<\/strong> Ator, Collectif des Artistes (B\u00e9lgica), Jean-Yves<strong> Proulx, <\/strong>Education citoyenne (CND-Qu\u00e9bec), Paolo <strong>Rizzi,<\/strong> Educador, ativista dos direitos humanos e do ambiente (It\u00e1lia), Domenico <strong>Rizzuti<\/strong>, Antigo dirigente sindical\/investigador (It\u00e1lia), Anne <strong>Rondelet, <\/strong>Reformada (B\u00e9lgica), Roberto <strong>Savio,<\/strong> jornalista, fundador da IPS e da Other News (It\u00e1lia), Catherine <strong>Schlitz, <\/strong>Association <strong>PAC-Pr\u00e9sence<\/strong>Action Culturelle (B\u00e9lgica), Patrizia <strong>Sentinelli, <\/strong>Association Altramente ex-ministro da Coopera\u00e7\u00e3o (It\u00e1lia), Cristiana <strong>Spinedi, <\/strong>professora (Su\u00ed\u00e7a), Mimmy<strong> Spurio, <\/strong>reformada, ativista da \u00e1gua (It\u00e1lia), Bernard<strong> Tirtiaux, <\/strong>escultor, escritor (B\u00e9lgica), H\u00e9l\u00e8ne <strong>Tremblay, <\/strong>investigadora, autora, conferencista (CDN-(Quebeque).<\/p>\n<p>(Data-limite para os primeiros signat\u00e1rios: 25 de agosto de 2024)<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Contra a guerra. Reflex\u00f5es sobre o futuro R\u00e9sum A paz constr\u00f3i-se com a paz, eliminando a guerra da hist\u00f3ria da humanidade. Ser a favor da paz \u00e9 fundamental, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente. Toda a gente diz que \u00e9 a favor da paz, mas nem toda a gente \u00e9 contra a guerra. 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